Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/06/2018
Durante a Guerra Fria, com a oposição entre Estados Unidos e União Soviética, várias pesquisas militares propiciaram grandes invenções, dentre elas a internet. Contudo, o advento dessa ferramenta tecnológica proporcionou a disseminação de fatos e noticiários enganosos na sociedade, os quais colocam em risco a promoção da democracia, além de causar transtornos sociais por meio da facilidade das divulgações pelas redes da web. Essa circunstância suscita uma atuação mais engajada entre o Estado e as instituições formadoras de opinião, com o escopo de amenizar a incidência do “fake news”.
De fato, é indubitável que a propagação de informações falaciosas promova o desequilíbrio do regime democrático. Isso posto, pode-se citar a autorização de anúncios pagos em redes sociais, a fim de impulsionar as candidaturas dos políticos. À vista disso, essa medida amplia as divulgações de notícias sensacionalistas, as quais são utilizadas para expandir fatos enganosos sobre o indivíduo, com o fito de enaltecer ou desfavorecer o perfil político dos estadistas. Além disso, ressalta-se a manipulação de notícias para derrocada de governos no poder, como também a articulação dos regimes totalitários. Esse impasse promove a manipulação da população, tal qual a inibição do seu senso crítico, o que põe em retrocesso o democratismo.
Outrossim, a facilidade de acesso as plataformas do espaço cibernético contribui para potencializar o problema, o que gera perturbação na sociedade. Nesse ínterim, destaca-se as informações falsas acerca da vereadora Marielle Franco após sua morte no Rio de Janeiro. Por conseguinte, o constante fluxo desses embustes colocam em desequilíbrio a harmonia social, uma vez que a identidade dos indivíduos é desfavorecida em razão da perda verídica dos fatos. Essa situação desestabiliza a realização do diálogo, condição primordial para a manutenção do bem estar comum.
Urge, portanto, que, mediante a realidade nefasta do “fake news”, a necessidade de intervenção se faz imediata. Para tanto, é fulcral que o Poder Público, em sinergia com a Polícia Federal, fiscalize o espaço cibernético, com o uso de aparatos tecnológicos para monitoramento de noticiários falsos, a fim de identificar os infratores e aplicar punições mais severas, além de garantir a consolidação harmônica da democracia. Ademais, cabe a escola realizar fóruns de discussão pedagógica, direcionados as disciplinas de história e sociologia, com palestras as quais estimulem a harmonia social e a redução de informativos farsantes sobre o próximo. Destarte, tal problemática será gradativamente minimizada.