Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/06/2018
Em 2016, a Universidade de Oxford, da Inglaterra, definiu “pós-verdade” como a palavra do ano. Pós-verdade, o ethos das notícias falsas, contribui para que pessoas tenham suas opiniões manipuladas e, ao mesmo tempo, incita comportamentos virtuais e reais que ferem os direitos humanos.
Cerca de 50% do conteúdo disponível online é gerado por “bots” – robôs que, através de algoritmos, padronizam e repetem o comportamento humano na rede – de acordo com a mesma universidade britânica. Por simularem seres reais, tais máquinas acabam por influenciar as concepções dos internautas atingidos por postagens falsas impulsionadas por perfis gerenciados por bots, posto que, segundo Francis Bacon, o comportamento do homem é contagioso.
Além disso, tudo é mais fácil, como disse Bauman, na vida virtual. Tal facilidade é o sustentáculo para conceder ao público a sensação de liberdade incondicional para praticar atos como cyberbullying e expressar discursos de ódio embasados pelas fake news. Nesse panorama faz-se necessário, por conseguinte, que haja medidas para repreender a produção e divulgação de tal conteúdo.
Portanto, cabe ao governo conceber leis que punam àqueles que compartilham conteúdo falso e potencialmente danoso, bem como às redes sociais elaborarem filtros eficientes que bloqueiem as páginas e perfis perpetuadores de notícias falsas, para que essas postagens cessem de existir. Somado a isso, é importante que a escola, em seu âmbito, faça acontecer o diálogo entre a três peneiras socráticas, a fim de criar uma sociedade conscientizada a respeito da real importância da informação.