Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/06/2018
A internet, criada recentemente, surgiu para processar e informatizar dados em velocidade sobre-humana, possibilitando ao homem economia de tempo e alcance em larga escala. No mundo contemporâneo, tal tecnologia está sendo utilizada para propagar notícias falsas, trazendo, muitas vezes, prejuízos para a sociedade. Seja ao disseminar calúnias sobre alguém ou ao influenciar grupos, sustentando-se em uma mentira, as “fake news” geram problemas à população.
A princípio, muitos podem pensar que as notícias falsas não serão sustentadas ou irão gerar consequências sérias. Todavia, a “viralização” dos boatos em redes sociais são, frequentemente, causas de retaliação às vitimas da mentira. No ano de 2014, em Guarujá, na cidade de São Paulo, uma mulher foi assassinada pela população após boatos de sua participação em cultos de magia negra com crianças, ilustrando a força das “fake news”.
Por outro lado, há quem use da propagação de mentiras para influenciar grupos, em benefício de uma ideologia ou estratégia política. Assim como a mídia foi usada no governo de Getúlio Vargas, para exaltação de sua imagem, a massificação das notícias falsas na internet traz consigo o poder de modificar o pensamento da população, em relação à algo ou alguém. Dessa forma, muitas opiniões e escolhas são formadas à base de mentiras.
Fica claro, portanto, a urgência de se tratar do assunto. Inicialmente, as redes sociais, principais canais de compartilhamento das “fake news”, poderiam criar filtros para classificar sites quanto à sua credibilidade, a fim de alertar seus usuários. Além disso, o governo deve investir na fiscalização e punição aos criadores de notícias falsas, cumprindo e efetivando, assim, a Lei do Marco Civil da Internet. Dessa forma, a população caminhará para um pensamento mais justo e democrático.