Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 13/07/2018
“Fake news” é um termo inglês que significa notícias falsas, mas que se fazem parecer verdadeiras. Nesse sentido, segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as informações mentirosas são 70% mais compartilhadas do que as verídicas. Em virtude disso, elas possuem, como objetivo, o ganho financeiro em cima de visualizações e do direcionamento para outros sites. Dessa forma, é preciso analisar os perigos que as “fake news” oferecem e adotar medidas para o seu devido combate.
Em primeira análise, pode-se considerar as redes sociais como um veículo de disseminação das notícias falsas. Nesse contexto, a internet tem facilidade de propagação das informações, além de possuir grande quantidade de acesso e de usuários, o que faz dessa ferramenta ser muito útil para o espalhamento das “fake news”. Em decorrência disso, as redes sociais serviram de base para a disseminação de dados falsos sobre o Caso Marielle Franco, pois eles foram criados para prejudicar tanto a imagem da vereadora, quanto o percurso das investigações sobre o assassinato dela. Assim, faz-se necessário o enfrentamento das informações mentirosas que estão presentes nas redes sociais. É importante pontuar, ainda, que as “fake news” podem oferecer perigos nas eleições que irão ocorrer no Brasil em 2018. Nesse aspecto, é comum que boatos sobre os candidatos comecem a circular pela internet durante essa época. Em vista disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou impulsionamento de posts (publicações na internet) pelos candidatos durante as campanhas eleitorais. No entanto, eles podem aproveitar desse benefício para manipular informações e espalhar notícias falsas sobre seus opositores, o que pode prejudicar o andamento das eleições. Dessa maneira, os eleitores devem ter cuidado com os boatos sobre os candidatos para que não sejam enganados pelas “fake news” durante as eleições no Brasil.
Com base nos fatos apresentados, medidas devem ser aplicadas para o combate das notícias falsas. Portanto, é cabível ao Sistema Judiciário realizar parcerias com as redes sociais, por meio da obtenção de ferramentas mais eficientes para o enfrentamento das “fake news”, com o intuito de ter maior rigor nas denúncias para que os infratores possam ser punidos judicialmente. Ademais, os diversos setores da sociedade, como a imprensa, a escola e a família, devem atuar em conjunto para promoverem a educação digital, por meio de campanhas, palestras e diálogos, respectivamente, para que os indivíduos adquirem senso crítico e se tornem atuantes no combate das “fake news”. Logo, essas medidas poderão amenizar esse problema.