Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/06/2018

“A tecnologia move o mundo”, a afirmativa feita por Steve Jobs – cofundador da Apple- faz-se cada vez mais coesa. A tecnologia nos move e, junto a ela, somos movidos por informações. Desse modo, a união das duas é o que caracteriza a era da informação – que vivenciamos atualmente. Entretanto, da mesma maneira que essa relação pode ser benéfica, pode ser maléfica- como com as Fake News que trazem, pelo menos, 2 consequências negativas: espalhar informação falsa e com a intenção de prejudicar alguém.

O termo “Fake News” pode ser traduzido como “notícias falsas”, dessa forma, é possível afirmar que esse termo está presente em nossas vidas há muito tempo, pois não é de hoje que somos “bombardeados” por dados incoerentes. No entanto, a era da informação tem intensificado a ocorrência desses eventos. Nunca foi tão fácil obter informações como é hoje, os jornais de papel tiveram que ceder lugar para “clicks”- ficando em desuso pela maior facilidade do jornal online-, basta abrir uma rede social que teremos acesso às inúmeras notícias que, verídicas ou não, podemos compartilhar. Nesse contexto, as não verídicas e, portanto, Fake News, têm sido preferidas em detrimento das verdadeiras por, em uma maioria, abordarem, de certo modo, aquilo que queremos ler.

Nesse prisma, ser leigo não confirma uma maior probabilidade de ser atraído por Fake News, pois figuras públicas fazem uso delas, como Donald Trump – presidente dos Estados Unidos- que, em um discurso, afirmou que o ex-presidente, Barack Obama, seria o fundador do Estado Islâmico- o que é provado ser totalmente incoerente porém exibido em Fake News. Nesse sentido, essas falsas notícias são propagadas para viralizarem e, com isso, ganhar dinheiro, porém, o que não se percebe é que as pessoas são afetadas com isso, como Obama ou o doutor Drauzio Varella – que teve notícias falsas compartilhadas sobre supostas afirmativas que, se não provadas como falácias, poderiam danificar sua carreira. A fim de que essa problemática seja minimizada, agências publicitárias têm sido criadas para atuar como “Fact Cheking” – traduzida como “checagem de fatos”, é uma atividade oriunda do Iluminismo – para verificar a veracidade de notícias, tais como a agência Pública. Fica claro, portanto que as Fake News são um perigo, tanto para quem as lê, quanto para quem sofre a falsa notícia.

Para que a ocorrência delas seja minimizada, as redes sociais devem instruir seus usuários a identificá-las e, caso identificadas, seja possível denunciá-las a fim de uma melhor investigação. Ademais, o Poder Legislativo deve criar uma lei para a punição de criadores de falsas informações, para que, no mínimo, não haja ganhos financeiros com essa prática. Por fim, aquele que for falsamente noticiado deve ser indenizado, pois danos morais pode ter sido causados.