Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/06/2018

Era Enciclopédica

Celular no bolso, computador no trabalho, televisão em casa e todos sempre de olho no que está acontecendo ao redor. A população vive conectada; entretanto, ainda não aprendeu a filtrar essas informações de forma saudável, visto que notícias falsas são disseminas todos os dias pelos usuários.

Vivemos em uma era em que a internet possibilitou a democratização da informação. É possível passear pela Capela Sistina por meio do Google Mapas ou assistir a eventos que ocorrem em outros continentes. Conforme bem ilustrou o sociólogo contemporâneo Zygmunt Bauman em sua obra “Amor Líquido”, estamos vivendo em uma época imediatista em que as relações humanas são mais frágeis e consequentemente, as informações também tornam-se transitórias, assim como a absorção delas, fazendo com que o conhecimento seja enciclopédico.

Bullying, ameaças e até mortes são consequências das informações falsas que geram alarde entre a sociedade. Na Índia, em 2017, uma multidão matou sete pessoas após notícia falsas de sequestros de crianças. Outrossim, esse movimento de notícias falsas ocasiona consequências diretas na sociedade, o esclarecimento e conhecimento popular dado através da mídia torna-se alvo do questionamento contínuo sobre a veracidade dos fatos. Ainda, por vezes, a repetição prolongada dessas incoerências fazem-nas verdades com o tempo, culminando para erros historiográficos afetando, inclusive, futuras gerações.

Portanto, ações são necessárias para resolver esse impasse. O governo, por meio de suas mídias sociais, pode criar campanhas publicitárias com informações de como identificar se uma notícia é verídica, bem como explicar sobre as consequências delas na sociedade. Já o Poder Legislativo deve instituir novas leis específicas contra mentiras publicadas em qualquer meio informativo. Dessa forma, o problema que já era enfrentado na Era Clássica ocasionado pelos sofistas seria amenizado.