Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/06/2018

O ser humano, por natureza, é dotado de curiosidade e pelo desejo de se sentir informado pelo que acontece ao seu redor. Beneficiado pela chamada Era da Informação, em que praticamente todo tipo de conteúdo se encontra disponível online, ele rapidamente encontra, em poucos cliques, o que procura saber.

Reconhecendo essa migração do analógico para o digital, empresas tradicionais de informação  e conteúdo passaram a oferecer seus serviços virtualmente. Contudo, essa nova era proporcionou também o surgimento de empresas “caça-cliques”, que buscam ser acessadas a qualquer custo, utilizando-se, muitas vezes, de notícias falsas e de títulos sensacionalistas, as chamadas Fake News.

Esse tipo de conteúdo tem um impacto muito grande na sociedade, uma vez que, por se tratarem de informações falsas, levam à falsos juízos. Pessoas, empresas, órgãos públicos, ninguém está a salvo! Qualquer um pode ter sua imagem prejudicada por injúrias e calúnias propagadas nessas notícias. Infelizmente, as redes sociais proporcionam a ampla disseminação desse tipo de conteúdo, pois as pessoas tendem a compartilhá-los desconhecendo ou até mesmo ignorando a sua veracidade.

Percebendo os problemas causados pelas  Fake News,  tramita  no legislativo um projeto de lei que visa penalizar criminalmente quem divulga ou compartilha tal conteúdo. Trata-se de uma medida importante, contudo é relevante considerar que essa lei, quando aprovada, não venha a ferir a liberdade de expressão e de imprensa, um direito garantido pela Constituição Federal de 1988.

Se por um lado já se estudam medidas para punir quem se beneficia com esses falsos conteúdos, por outro é igualmente importante a  educação digital da sociedade. Ter fácil acesso à informação não é garantia de que ela seja verdadeira. É necessário criar o hábito de filtrá-las.

Nesse sentido, o governo e a imprensa devem realizar campanhas que divulguem a forma de se reconhecer uma falsa notícia. Atitudes simples como analisar a existência e a confiabilidade da fonte, pesquisar mais sobre o assunto, ser mais crítico com os títulos sensacionalistas, evitam que esse tipo de conteúdo seja disseminado. Mecanismos de denúncias, que possibilitem aos usuários das redes sociais informar as autoridades sobre a existência dessas notícias e, assim, serem tomadas as medidas cabíveis, é outro caminho a se utilizar para diminuir a sua propagação.

Num mundo cada vez mais digital e moderno, o fácil acesso à informação deve ser visto como um benefício. Mas, para que assim seja, todos devem fazer a sua parte: as autoridades devem punir quem divulga inverdades, a imprensa deve se preocupar cada vez mais em oferecer conteúdos confiáveis e a sociedade precisa ser crítica com o que acessa e compartilha.