Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 21/05/2018

Os Sofistas, filósofos gregos, acreditavam que propagar a verdade não deveria ser uma preocupação, desde que os fatos mentirosos persuadissem os ouvintes. É dessa forma que a Fake News atua, isto é, manipulando os leitores. O perigo é instaurado à medida que ocorrem difamações de terceiros, principalmente nas mídias sociais.

As Fake News são encontradas, principalmente, em locais onde há grande polarização política, tal como no Facebook. A rapidez tecnológica é responsável por proporcionar grande alcance de informação. No início de 2018, Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, feminista e militante dos direitos humanos, foi assassinada e, rapidamente, proliferaram-se notícias falsas que buscavam justificar sua morte alegando que ela era usuária de drogas e ex esposa de traficante.

Além disso, cabe ressaltar a influência das Fake News em processos políticos como eleições. Segundo a BBC, a CIA e o FBI estão realizando investigações que apontam interferências Russas, através de notícias inverídicas, nas eleições dos Estados Unidos em 2016. De acordo com Obama, ex presidente americano, a imagem de Hillary Clinton teria sido denegrida por falsas informações, o que teria levado à sua perda. Portanto, a Fake News pode representar uma ameaça à democracia, visto que é capaz de sabotar decisões eleitorais.

Dessa forma, é pertinente que o Ministério da Mídia e Tecnologia diminua a propagação de Fake News, através de campanhas midiáticas, as quais consistiriam em instruções para comunidade possuir mais senso crítico e não repassar informações provenientes de fontes não confiáveis.  Ademais, é imprescindível que o Poder Público crie comitês tencionados à verificar a veracidade de informações dispostas na rede e, quando inverídicas, retirarem as mesmas dos sites.