Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/07/2018

Ao contrário do que muitos pensam, as “fake news”, ou seja, as notícias falsas, são uma prática velha em nossa sociedade. Na Roma antiga, por exemplo, era comum o uso de calúnias com o objetivo de desfavorecer outros candidatos nas disputas políticas. Entretanto, após os avanços dos meios de comunicação, os embustes são compartilhados rapidamente, assim prejudicando a sociedade, a política e os indivíduos. Destarte, o Governo, a mídia e a população devem adotar medidas para a diminuição dessas falsas informações.

Na disputa política presidencial em 2017 nos Estados Unidos, as fake news se tornaram um fenômeno, o jornal BBC divulgou que antes das eleições haviam cerca de 140 sites que propagavam a divulgação manipulada de notícias, as quais favoreciam Donald Trump e prejudicavam a então candidata Hillary Clinton. Essas notícias eram compartilhadas no Facebook, atraindo milhares de cliques, e após o ocorrido o termo é citado constantemente por jornalistas, políticos e pessoas comuns.

Além disso, o avanço da tecnologia e a criação das redes sociais, diminuiu a distância entre as pessoas, fazendo com que em questão de instantes possam estar conectadas através da internet. Contudo, muitas vezes, utilizamos esse meio para divulgar as notícias prejudiciais, sem se quer checar fontes ou procedências, simplesmente compartilhamos o que achamos interessante e os que nos convém, isto é, as pós-verdades.

Portanto, com o objetivo de reduzir a propagação de notícias falsas, cabe ao Governo, por meio do Poder Legislativo, em parceria com o os principais meios de propagação online, (Google, Facebook e Twitter),  devem desenvolver um setor para o combate de fake news, um programa que monitore e exclua do ar os links de embustes, e com o apoio das redes sociais e dos usuários, haja um espaço em que esses possam denunciar  o que avaliarem como incerto, para que o departamento avalie se a notícia é ou não fidedigna. E com uma ação em conjunto, combater esse crime.