Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 19/05/2018
Sociedade da (des)informação
Segundo Bill Gates, fundador da empresa de computadores, Microsoft, o modo como você usa a informação determina se vencerá ou perderá. A partir disso, na conjuntura contemporânea, as notícias falsas ou “Fake News” entram em cena para causar um paradoxo : desinformação gerada pela informação. Diante disso, voltam-se os olhares para as redes sociais, como Facebook e Twitter, as quais são, geralmente, as maiores disseminadoras de informações falsas. Logo, observa-se um panorama de incertezas e de insegurança em rede.
É primordial ressaltar que, de acordo com a renomada revista internacional “Science”, as notícias falsas ganham o espaço na internet de forma mais rápida e com mais abrangência do que as informações verdadeiras. Nesse sentido, é notório o contexto mais recente, o qual revelou a dominação das “Fake News” na campanha do então presidente norte-americano Donald Trump, isto é, inúmeras afirmações ilegítimas foram propagadas no Facebook e no Twitter em benefício da eleição do americano. Como consequência disso, as informações falsas viraram centro das atenções em vários países, inclusive, no Brasil.
Deve- se abordar ainda que, na situação do território brasileiro, as “Fake News” tomaram proporções irreversíveis, uma ocorrência desastrosa deu a devida importância sobre a divulgação de notícias, como o caso da dona de casa, no interior paulista, a qual foi espancada até a morte, devido aos boatos publicados de que ela fazia magia negra com crianças. Logo, é nítido perceber que numa era marcada por um acentuado salto na tecnologia, ficou muito mais fácil, não apenas lançar informações infundamentadas sobre determinado fato ou pessoa, como também disseminá-las. Isso, sem dúvidas, abre espaço para que se discutam maneiras de combater essa proliferação.
Diante dessa problemática, constata-se que mudanças são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a criação de oficinas voltadas para a educação digital, pelas prefeituras, visando à elucidação das massas sobre o perigo das informações falsas, por meio de palestras de psicólogos que orientem no conhecimento desse malefício. Ademais, é vital que as instituições governamentais juntamente ao corpo social cobrem das empresas, as quais gerenciam as redes sociais,o maior controle sobre publicações sem fundamentos, com o fito de combater à propagação destas informações falsas. A partir dessas ações, espera-se promover o aperfeiçoamento dos conteúdos compartilhados.