Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 19/05/2018
No auge da Guerra Fria, na década de 1960, a internet surgiu para complementar e facilitar a troca de informação. Na atual conjuntura, esse fenômeno foi intensificado com os avanços tecnológicos e obteve grande dimensão e poder de divulgação de notícias, sobretudo as que carecem de autenticidade. Dessa forma, é imprescindível analisar os perigos da crescente disseminação de informações falsas, cujo prejuízo é enorme para a qualidade da comunicação online.
Cabe salientar que a facilidade encontrada online amplia e populariza o compartilhamento de ilegítimos informes. Observa-se que com a globalização da internet e o surgimento das redes sociais, as fake news - termo usado, atualmente, para denominar notícias falsa - espalham-se de forma rápida e ilimitada. De acordo com um levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas e Acesso à Informação da Universidade de São Paulo (USP) investigou que três das cinco reportagens mais compartilhadas por brasileiros são inverídicas. Diante disso, o questionamento do que é divulgado no mundo online e a verificação de sua veracidade são fatores importantes para garantir a construção efetiva de filtros críticos, pois como afirmava o Ministério de Propaganda de Adolf Hitler, uma mentira contada mil vezes torna-se verdade.
É notório ainda que a propagação de notícias e conteúdos falsos pode gerar consequências graves para a sociedade. Isso decore do fato de que um grande número de cidadãos ainda super valorizam muitos conteúdos políticos e sociais infundados nas redes sociais, como o “Facebook”, baseando sua análise crítica apenas nos laços de confiança e credibilidade entre os usuários da plataforma, negligenciando, assim, o que é disseminado nos canais tradicionais de comunicação. Dessa forma, enquanto essa cultura de indiferença à veracidade das informações consolidar-se, situação irão existir, como a de Fabiane Maria de Jesus, dona de casa, morta em 2014, no estado de São Paulo, após a divulgação de boatos pejorativos, que a descreviam como praticante de rituais de magia negra com crianças.
Fica claro, portanto, que os perigos da fake news ainda requerem ações mais efetivas para serem controlados na sociedade brasileira. Nesse sentido, o Governo Federal, deve promulgar um projeto de apuração, somado à intenso combate, das fake news, por meio da expansão das Delegacias de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), com investimentos anuais para a criação de departamentos de checagem de informações e contratação de profissionais destinados à essas ações, nessas instituições. Espera-se, com isso, separar os fatos das mentiras que circulam livremente na internet e punir seus autores. Assim, será possível diminuir, gradativamente, a problemática.