Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/05/2018
Sociedade da (des)informação
Na conjuntura contemporânea, vive-se a maior revolução digital sem precedentes.Constata-se, ainda, a globalização exacerbada como ponto de referência para a colossal gama de informações compartilhadas em questões de segundos. Entretanto, juntamente a esse “superinformacionismo” manifestaram-se as notícias falsas -ou “Fake News”. Um estudo publicado pela revista renomada Science, aponta que as informações falsas ganham mais espaço na internet que as notícias verdadeiras. Logo, a sociedade vivencia um cenário de incertezas e de insegurança.
É relevante abordar, primeiramente, que ao contrário do que se pensa, as “Fake News” não surgiram nos EUA ou na Rússia, mas sim na Macedônia. Segundo o documentário produzido pela Globo News, os macedônios encontraram, nas notícias falsas, um meio de trabalho muito rentável. Desse modo, é pouco provável que no dia a dia, as pessoas ao redor do globo não se deparem com inverdades na internet. Já no Brasil, uma ocorrência desastrosa abriu espaço para a importância da divulgação de informações, como o caso da dona de casa, no interior paulista, a qual foi espancada até a morte, devido aos boatos- publicados- de que ela fazia magia negra com crianças.
Outro fator importante é que, a disseminação de informações inverídicas passou a fazer parte, também, do campo político. Isto é, desde a eleição do então presidente norte americano- Donald Trump, fala-se sobre a influência das “Fake News” na sua campanha eleitoral. Ainda dentro desse contexto, cumpre atentar para o conceito de pós verdade, o qual, de acordo com Leandro Karnal- professor de filosofia da Unicamp, ocorre quando a pessoa perde o vínculo com aquilo que é real e objetivo e passa a acreditar que o que está na rede é sempre verdadeiro. Ou seja, o indivíduo tende a encarar como verdade aquilo que lhe é mais conveniente.
Diante dessa problemática, é preciso admitir que isso, sem dúvidas, abre espaço para que se discutam maneiras de combater a proliferação das notícias falsas.É necessária, portanto, a educação digital, cabendo ao MEC gerenciar, a partir das escolas, debates sobre o que é divulgado na rede com o objetivo do maior conhecimento sobre as informações, as quais cercam a sociedade. Ademais, para tentar reverter essa situação, é papel do Governo Federal, em parceria com os veículos midiáticos, estimular a comunidade a procurar diversas fontes sobre tal notícia divulgada com o intuito de saber se a informação é verídica ou não. É imprescindível, ainda, que o Legislativo crie leis mais penosas para quem inventa e compartilha conteúdos sem fundamentos. A fim de minimizar o interesse por divulgar “Fake News”. Dessa forma, a sociedade da (des)informação não se perpetuará .