Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/07/2018

Na contemporaneidade, o termo “Fake News”, traduzido do inglês como notícias falsas, ocupa um espaço cada vez maior na nova era da informação, configurando-se como uma problemática de cunho social. Isso se deve, sobretudo, à propagação inadequada e alienada de boatos presentes nas redes sociais, por grande parte de usuários desinformados, bem como à política de monetização, aplicada àquilo que é exibido pela imprensa, sem que haja um monitoramento rigoroso de validação. Nesse sentido, são necessárias ações conjuntas das instituições formadoras de opinião, do Ministério da Justiça e dos veículos midiáticos, visando à resolução desses obstáculos.

Com efeito, a divulgação de inverdades, prática antiga relacionada à sociedade nazista, por exemplo, na qual muitas falácias eram repassadas pelos jornais impressos e pela manifestação popular, permanece com a mesma conotação, apesar de ter progredido em agilidade. Consoante isso, sob a perspectiva do ministro de propaganda de Hitler, Josep Goebbels, de que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, a dispersão desenfreada de informações duvidosas consagra opiniões de usuários leigos como fatos reais, principalmente com o uso das redes sociais que abrangem milhares de pessoas. Nesse contexto, é preciso que instituições educacionais desenvolvam seu papel formador e instruam a população a investigar a origem de qualquer dado antes de replicá-lo.

Ressalta-se, ainda, que apesar de existir um Decreto de Lei de nº 2.848, que aborda e repudia questões de injúria e difamação, a maioria das “Fake News” persiste em caluniar pessoas físicas ou jurídicas. Tal fenômeno é impulsionado pela remuneração por quantidade de visualizações que é atribuída a qualquer tipo de publicação, de modo que os usuários, interessados em polêmicas, são levados a disseminar até mesmo fatos sensacionalistas e que atraem mais acessos. A exemplo disso, uma servidora pública foi indenizada ineditamente por replicar uma notícia falsa, publicada por outra pessoa, sobre um veterinário da cidade de Piracicaba-SP, esse ocorrido seria evitado se o espaço pelo qual foi veiculado agisse em parceria com a justiça para impedir seu lançamento nas redes.

Diante disso, é essencial que impasses sejam revertidos. Para tanto, as escolas devem realizar campanhas comunitárias que alertem sobre a necessidade de conhecer as fontes e ficar atento ao que é compartilhado em espaços comunicativos, com o fito de não se deixar enganar pelo que é aparentemente verdadeiro e que pode ser prejudicial aos envolvidos. Ademais, a mídia, juntamente ao Ministério da Justiça, tem a responsabilidade de verificar a veracidade das informações veiculadas, bem como facilitar as denúncias pelos próprios meios de interação, a fim de diminuir a propagação e os perigos das “Fake News”. Só assim, consolidar-se-á o desejado progresso coletivo.