Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/05/2018

Em 1937, Getúlio Vargas anunciou a descoberta de um plano de cunho comunista em território brasileiro, o Plano Cohen. Todavia, décadas depois, descobriu-se a manobra política quanto esse plano, ou seja, Vargas transmitiu uma notícia falsa visando chegar à presidência do país. Atualmente, com o advento da revolução técnico-científica, cresce cada vez mais o número de “fake news”. Dessa forma, deve-se entender os limites da liberdade de imprensa e suas consequências para a população.      A princípio, urge salientar que a liberdade de imprensa é o direito que um indivíduo possui no que tange o livre acesso a informação nos meios de comunicação. Com a alta liquidez nas relações sociais há uma busca imediata por notícias, o que torna a internet o meio mais fácil de acessa-las. Contudo, a existência de sites não oficiais propagadores de notícia é um grave problema, visto as postagens sensacionalistas que agregam seguidores a página por meio do compartilhamento cheio de sentimentos, seja repulsa ou surpresa. Ademais, segundo o Instituto Tecnológico de Massachusetts, publicações inusitadas também são mais notórias devido ao status social dado a uma pessoa que alega ser “informada”, aumentando a visibilidade das “fake news”.

Importante também se torna mencionar que o compartilhamento de notícias postadas em sites duvidosos pode trazer graves consequências à população, visto a facilidade das pessoas em acreditar em grande parte daquilo que leem. A título de exemplo cita-se o caso de uma mulher espancada até a morte devido a uma publicação que continha sua foto e alertava o sequestro de crianças para rituais de bruxaria e as notícias falsas acerca da política brasileira, que se manifestam em grande quantidade na internet. O resultado disso é a manutenção dessas notícias, posto a ausência de leias que punam tal ato.

Torna-se evidente, portanto, a gravidade desse tema. Logo, o Ministério da Justiça (MJ), em colaboração com empresas de telecomunicação, deve conscientizar a população em relação a essas falsas informações por meio de campanhas midiáticas que visam auxiliar as pessoas a buscarem fontes mais seguras, além de punir redes sociais que não fiscalizam postagem tendenciosas que possuem um grande alcance por meio de softwares especializados. Por fim, é também dever do MJ punir esses escritores de calunias por meio da punição mais severa e inafiançável, assim, haverá um exemplo do por que não realizar tal ato e, por consequência, uma melhor rede de notícias onde reportagens parciais não serão mais toleradas.