Os perigos da instabilidade política e o surgimento de um herói patriota
Enviada em 08/06/2022
A instabilidade política mundial causada pela crise do liberalismo, em 1929, foi ponto de partida para a difusão da ação direta do Estado nos diversos setores das sociedades. Nesse contexto, destacou-se a ascensão de figuras autoritárias, como Hitler, na Alemanha,e Stalin, na Rússia. A partir disso, é possível entender como momentos de crises podem colaborar para o surgimento dos ditos “heróis” patriotas. Assim, torna-se imperiosa a discussão acerca das causas e dos efeitos negativos disso, para que eventos históricos preocupantes não se repitam.
Sob essa ótica, a princípio, períodos politicamente anômicos abrem precedentes para a elevação de governantes autocráticos. Nesse viés, segundo o filósofo Nicolau Maquiavel, exercer o poder é a prioridade máxima dos chefes de estado. Seguindo esse princípio, muitos políticos brasileiros exploram situações instáveis da sociedade para esse fim – exclusivamente autopromoção e conquista de poder político – como fez Adolf Hitler após a derrota alemã na Primeira Guerra Mundial. Dessa forma, cresce a influência de uma figura carismática sobre muitos cidadãos e sua imagem é, muitas vezes, associada a de um “salvador” da pátria.
Consequentemente, comportamentos antidemocráticos podem ser difundidos devido a essa influência. A respeito disso, cabe o conceito de “banalidade do mal”, da filósofa Hannah Arendt, caracterizado pela massificação de condutas comprometedoras à dignidade humana e à democracia, a exemplo da invasão,em 2021, por apoiadores do ex-presidente americano Donald Trump, ao centro legislativo estadunidense, causando destruição de monumentos e mortes. Além disso, cita-se o massacre do povo judeu pelo exército nazista. Logo, ficam evidentes os perigos da ascensão de ídolos políticos ufanistas.
Portanto, a fim de prevenir situações semelhantes às supracitadas e garantir o respeito à dignidade e aos direitos de todos, urge que o Ministério da Cidadania, principal investidor nessa área, por meio de canais de comunicação, como redes sociais e televisão, promova campanhas informacionais sobre as ações dos governantes do país. Essa ação contaria com participação de cientistas sociais e políticos, que esclareceriam o público acerca da viabilidade de promessas governamentais. Desse modo, o povo escolheria representantes criticamente.