Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 24/07/2020
Conforme o pensador Confúcio , ´´Se queres prever o futuro , estudas o passado´´. Por analogia , ao analisar o legado histórico mundial , encontra-se no desenvolvimento medicinal , advindo da Segunda Guerra Mundial , o surgimento e o intenso consumo de substâncias como a penicilina , por exemplo. Mesmo diante de tais avanços , ainda são perceptíveis problemas , como a ingestão acentuada de fármacos , atrelada à negligência do Estado e de estabelecimentos como as farmácias , o que contribui com o agravamento do cenário desafiador de conter o uso indiscriminado de medicamentos.
Certamente , a formação de uma sociedade alienada sobre os riscos da indústria farmacêutica configura-se como causa do problema em questão. Nesse sentido , segundo o naturalista Charles Darwin , em seu princípio da seleção natural , ´´As espécies mais aptas ao meio ambiente são as que sobrevivem´´. Esse pensamento pode ser relacionado aos perigos da indústria farmacêutica , o que , por conta do desconhecimento dos perigos relacionados à automedicação , provoca o uso inadequado de fármacos. Essa conjuntura reflete-se por exemplo na seletividade de superbactérias. Logo , faz-se necessário conter o uso indiscriminado de medicamentos.
Além disso , vale destacar a sobreposição dos interesses individuais da indústria farmacêutica aos coletivos. Nesse meandro , com a Revolução Industrial , em meados do século XVII , emerge o modelo econômico adotado pela maior parte do mundo : O Capitalismo. Nessa perspectiva , tal modelo incentiva o consumo , priorizando os lucros. De maneira análoga , a indústria de fármacos , seguindo esse viés capitalista , incita , muitas vezes , os brasileiros a consumir seus remédios para , assim obter o maior lucro possível. Essa ação na maioria das vezes , é viabilizada por meio do excesso de propagandas e de anúncios que fomentam a compra de determinado medicamento. Desse modo é primordial a reformulação desse comportamento de forma urgente.
Portanto , é importante ressaltar a necessidade da tomada de medidas atenuantes aos entraves abordados.Logo , cabe à Vigilância Sanitária fiscalizar o setor farmacêutico na produção de seus químicos e as farmácias na distribuição de forma incorreta , a fim de evitar impactos nocivos no quadro clínico do consumidor. Posto isso , é dever do Ministério da Saúde , através dos impostos pagos pelos cidadãos , oferecer condições para a promoção da saúde popular , lhes disponibilizando medicamentos adequados, com a finalidade de evitar envenenamento e problemas similares. Finalmente , é também de grande valia a realização de palestras, por meio de instituições educacionais e com o apoio de profissionais da saúde , com o intuito de alertar às pessoas sobre o consumo consciente de drogas medicinais. Dessa forma , a imprudência será deixada de lado e dará lugar a hábitos saudáveis.