Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 13/07/2020

“Tomou doril, a dor sumiu” é a frase de marketing dita no anúncio do remédio doril, indicado para aliviar dores de cabeça. Este é um medicamento que pode ser adquirido sem prescrição médica. Assim como ele, muitos outros produtos da indústria farmacêutica apresentam perigos para as pessoas, como o comodismo gerado por seu uso, que pode causar outros problemas de saúde, e a negligenciação das doenças.

Primeiramente, de acordo com dados publicados pelo G1, cerca de 8 a cada 10 brasileiros utilizam medicamentos sem prescrição médica. Dessa forma, boa parte da população depende dos produtos da indústria farmacêutica para tratar, principalmente, sintomas mais comuns como dores de cabeça e no corpo, azia, congestionamento nasal, entre outros. Consequentemente, essas pessoas acabam se acomodando na rotina sedentária do uso desses remédios ao invés de aderir à hábitos de vida saudáveis, de forma que o uso constante deles, acaba por gerar outros problemas de saúde como efeito colateral.

Além disso, no filme “Quando Nietzsche chorou”, Nietzsche tomava vários remédios para tratar as crises de enxaqueca com as quais sofria, ao invés de procurar de fato um tratamento psiquiátrico, visto que a causa do problema era psicológica. Da mesma forma, na sociedade brasileira, boa parte da população costuma negligenciar seus problemas de saúde, em razão de que para elas se torna muito mais fácil apenas utilizar medicamentos vendidos sem prescrição para aliviar os sintomas, ao invés de irem a um médico para serem tratados devidamente. Isso pode fazer com que uma pessoa com uma doença séria não consiga tratá-la a tempo, podendo levar o paciente até mesmo à morte.

Diante do exposto, é necessário que o MEC (Ministério da Educação) promova a conscientização da população sobre os males da dependência de remédios e da falta de uma rotina saudável, por meio da realização de palestras nas escolas sobre o uso de medicamentos sem prescrição médica e a importância de hábitos de vida saudáveis, para que as pessoas aprendam a tratar seus problemas de saúde corretamente, sem se acomodarem com o uso de produtos farmacêuticos. Só então a qualidade e a expectativa de vida brasileira melhorarão.