Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 26/06/2020
No documentário “Take Your Pills”, produzido pela Netflix, mostra-se como a indústria farmacêutica estadunidense cresceu, principalmente em relação a medicamentos específicos. Tal realidade, não apenas presente nos Estados Unidos e nem sendo só uma obra ficcional, também atinge com força o comércio de remédio brasileiros, que cresce em ritmo acelerado. Contudo, essa atividade mercante agrega vários perigos, pois todas as medicações apresentam efeitos colaterais e porque várias substâncias ainda são vendidas sem receita.
A priori, deve-se entender que o uso de qualquer medicamento gera algum efeito, esse sendo perceptível e de imediato ou não. A exemplo, tem-se “As Gêmeas de Auschwitz”, livro escrito pela sobrevivente do holocausto Eva Kor, no qual retrata a jornada da autora e de sua irmã gêmea sendo cobaias para os experimentos de Mengele, principal médico nazista. Dessa forma, como o volume é baseado em fatos reais, se pode ter uma visão de como as injeções e medicamentos afetaram a vida das meninas naquele período e até mesmo anos depois, quando uma das garotas descobriu problemas renais devido as drogas recebidas sem consentimento. Saindo dessa época e entrando no século XXI, é evidente que, mesmo com as bulas, ainda não conhecemos os medicamentos que ingerimos e isso faz com que precisemos de mais substâncias para tratar um problema causado pela anterior, gerando um lucro bastante significativo para a indústria farmacêutica.
Ademais, vários remédios básicos ainda são vendidos sem prescrição médica. Um estudo feito pela ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade) revela que quase 80% dos brasileiros que tem mais de 16 anos se automedica. Tal pesquisa revela que de maneira recorrente o brasiliano dispensa uma avaliação médica profissional e recorre aconhecimentos avulsos que podem ser encontrados no seio familiar chegando até na internet, onde pode-se divulgar qualquer coisa como cura milagrosa. Contudo, essa automedicação pode não funcionar, ser usada de maneira errônea, intensificar os efeitos colaterais e causar diversos problemas, principalmente nos rins que podem se sobrecarregar com o uso massivo de drogas não prescritas.
Em suma, os perigos da indústria farmacêutica são: os efeitos colaterais desconhecidos e a automedicação. Dessa forma, é dever do Ministério da Saúde combater essa falta de conhecimento, por meio de propagandas televisivas e na internet; e bulas com linguagem acessível, objetivando o saber em relação aos produtos vendidos em farmácias. Além disso, é dever do próprio cidadão tomar cuidado com a grande ingestão de drogas sem receitas, por meio de consultas e conversas com médicos e farmacêuticos, assim, antes de comprar algum remédio, ele saberá o que irá ingerir.