Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

Com o avanço tecnológico e científico,a indústria farmacêutica desenvolveu, inúmero, medicamentos de alta eficiência e qualidade. No entanto, o uso descontrolado e sem prescrição médica tornou-se um sério problema no Brasil,em decorrência, na maioria dos casos, da banalização social e dos possíveis efeitos colaterais,conjecturando, portanto, alguns dos perigos de tal indústria.

A priori, de acordo com a filósofa  Hannah Arenth, a sociedade vivencia a era da “Banalização do Mal”, na qual o indivíduo torna-se acrítico acerca das nuances sociais. A vista disso, é possível compreender um dos perigos que envolvem a esfera farmacêutica, a falta de racionalidade, uma vez que a população não reflete,de modo sensato, sobre as consequências das suas ações,colocando em risco o seu bem-estar. Prova dessa banalização,segundo o Instituto de Pós-graduação Farmacêutica, cerca de 80% dos brasileiros praticam a automedicação. Diante disso, fica evidente a importância da conscientização,em massa, para a minimizar os impactos causados pelo uso impróprio dos medicamentos e pela irracionalidade de grande parte dos seres.

Somado a isso,de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o usufruto de remédios deve ser feito, apenas, por prescrição médica para evitar graves efeitos colaterais. Entretanto, o uso, constante, de medicamentos, por conta própria, põe em xeque tais parâmetros, visto que para o senso comum tal ação é natural. Isso tente a potencializar os sintomas pré-existentes e surgimento de outros  que intensificam o quadro clínico do indivíduos,além de aumentar a probabilidade de morte.  Exemplo desse cenário é a, notória, resistência de bactérias no corpo humano,que devido ao uso sem acompanhamento especializado, tornam-se mais fortes e imunes a boa parte dos remédios, agravando, com isso, o estado do cidadão. A vista disso, fica claro outro perigo que engloba a fábrica de medicamentos, o efeitos colaterais.

Diante dos fatos supracitados,com o intuito de combater os perigos da indústria farmacêutica, cabe ao poder governamental e a sociedade a tarefa de proporcionar tais mecanismos. Isso poder ser feito com a criação de palestras,campanhas e debates, públicos, por meio da contratação de profissionais especializados,que  através do diálogo,conscientizem a população sobre os efeitos negativos e a relevância do conhecimento sobre tal assunto, intensificando,desse modo,o bem-estar com uso correto dos medicamentos,ou seja após uma consulta médica. Ademais, o governo deve fiscalizar, com profissionais adequados, farmácias e estabelecimentos voltados para a venda e distribuição de remédios, com a penalização de multas para as irregulares, com a finalidade de impedir a facilidade do acesso para a automedicação,evitando,assim, graves impactos na saúde e um colapso no país.