Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

A automedicação é a prática da ingestão de medicamentos por um indivíduo sem o precedente aconselhamento ou prescrição médica, o que pode causar danos à integridade da saúde de quem a faz. Porém, embora essa prática traga riscos, a automedicação, no Brasil, é um fato perigosamente comum. Por isso, torna-se viável analisar que a ação de automedicar-se tem como principais causas a busca incessante por qualidade de vida e bem-estar e a praticidade de sua realização, o que tem como consequência o agravamento do caso clínico.

Em primeira análise, de acordo com  a Constituição brasileira de 1988, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Mas, ainda que esse direito social esteja garantido pela legislação, a indústria farmacêutica contribui desfavoravelmente - em alguns casos - para que ele seja devidamente constituído. Pois, enquanto os indivíduos buscam a alta qualidade de vida de modo incessante, o setor industrial supracitado fornece medicamentos  que solucionam os impasses para essa busca. Assim, o processo de automedicação torna-se comum entre os indivíduos, por ser realizado de forma prática.

Em segunda análise,  segundo o ICTQ - instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico -, a automedicação é uma prática realizada por 79% dos brasileiros maiores de 16 anos. Consequentemente, essa prática pode influenciar de modo prejudicial à saúde dos indivíduos que a fazem, pois pode ocorrer o agravamento do caso clínico, tendo em vista que os medicamentos  não foram indicados previamente por um especialista.

Portanto, para que os índices de automedicação diminuam no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde conscientize a população dos perigos dessa prática, por meio da elaboração de campanhas e palestras relacionadas à temática. Esses meios informativos irão fornecer dados que mostram os danos causados à saúde pelo processo de automedicar-se. Assim, a prática da automedicação não será tão comum como atualmente.