Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 26/06/2020
A penicilina, primeiro antibiótico da humanidade, foi descoberto de forma acidental pelo médico e bacteriologista Alexender Fleming em 1928. Essa descoberta mudou a história do Homem e, nos dias atuais, a indústria farmacêutica tornou-se um dos setores mais lucrativos do Brasil e do mundo. No entanto, apresenta inúmeros perigos, dos quais destacam-se a automedicação e a propaganda inadequada.
Em primeiro lugar, é imprescindível analisar a dimensão da prática de automedicação entre os brasileiros. Segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, aproximadamente 80% da população brasileira admite tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica. Ademais, essa pesquisa ainda destaca que a família, os amigos e os artistas da televisão são os principais prescritores leigos e informais no Brasil. Essa circunstância trata-se de um importante problema de saúde pública causado, mesmo que de forma indireta, pela indústria farmacêutica. A medicação sem a devida prescrição pode acarretar em diversos efeitos colaterais, dos quais destacam-se as reações alérgicas, a dependência e até a morte.
Em segundo lugar, é primordial compreender que a divulgação de fármacos de forma indevida é um importante vilão para a saúde dos indivíduos. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, considera-se um direito básico a informação, bem como a propaganda, adequada e clara sobre os diferentes produtos, com especificação correta em relação a quantidade, características e composição. Contudo, o atual cenário vivenciado pelos brasileiros não condiz com esses termos. Isto é, a propaganda de diversos medicamentos é feita de maneira imprópria. Sendo possível observar que certos produtos são expostos como se tivessem efeitos “milagrosos” e seus efeitos colaterais são ocultados.
Portanto, medidas são necessárias para resolver os perigos da indústria farmacêutica. Assim, cabe aos Centros Educacionais, realizar debates sobre a automedicação. Mediante a participação de profissionais da saúde para falar sobre o assunto, cuja finalidade é incentivar uma postura mais critica sobre essa prática. Ademais, é papel do Governo promover ações publicitárias para alertar sobre os medicamentos; por meio da distribuição de cartilhas, da exposição de cartazes e de vídeos nas redes sociais que informe de maneira correta sobre os principais medicamentos, incluindo, sua finalidade e consequências; tendo como objetivo democratizar o acesso a informação.