Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 26/06/2020

No desenho da Disney A Branca de Neve, a protagonista ingere uma maçã envenenada, a qual recebe sem analisar os antecedentes. Isso, consequentemente, leva-a a morte, que somente por meio do beijo do amor verdadeiro poderá voltar a vida. Fora dos tablados da ficção, os brasileiros sofrem da mesma situação da princesa supracitada, pois a indústria farmacêutica influencia por meio da mídia os indivíduos ingerirem remédios sem a confirmação dos profissionais, e isso pode reverberar malefícios. Dessa forma, faz-se necessário analisar os perigos dessa indústria, como a busca desenfreada por lucro incitando a automedicação e a negligência com a fiscalização da prescrição médica

A priori, é cabível enfatizar como a busca por um capital elevado direcionado à indústria farmacêutica colabora para a automedicação dos indivíduos. Visto que, por meio da procura por demanda, com o auxílio da mídia, influencia os espectadores a comprar remédios somente pela autoindentificação dos sintomas expostos nas propagandas. Diante disso, vale salientar que de acordo com o pensamento do filósofo Michael Foucault, o homem é um organismo biopsicossocial que deve estar em equilíbrio. No entanto, a intenção lucrativa da indústria farmacêutica pode afligir negativamente a saúde do cidadão, ou seja, isso desequilibra-o, sendo um perigo pertinente , o qual deve ser desmistificado por meio de medidas pautadas pelo Estado, como a implementação de leis que impeçam essa indústria lucrar, ao passo que põe em risco a saúde dos brasileiros.

Outrossim, é imperativo pontuar como as fábricas farmacêuticas são prejudiciais para o indivíduo, principalmente quando não há fiscalização coesa da compra do produto com prescrição médica, já que o fácil acesso causa, também, o uso indiscriminado de remédios no Brasil. Nesse contexto, é valido lembrar que conforme a pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), o índice de quem toma remédio com a prescrição do médico é apenas 9% na faixa etária de 25 a 34 anos. Desse modo, fica claro que a maior parte significativa da população faz a automedicação e, ainda, não é impedida desse ato por uma fiscalização presente nas empresas de farmácias. Ou seja, isso corrobora a necessidade de maior eficiência do governo brasileiro ao impedir que esses indivíduos coloquem em risco sua propria saúde ou até mesmo sua vida.

Portanto, é fundamental combater os perigos da indústria farmacêutica, primeiramente o Estado deve atuar por meio do Poder Legislativo em parceria com o Ministério da Saúde ao promover um projetos de leis que regularizem as propagandas que incitam a automedicação e também impeçam a compra sem prescrição dos profissionais, para não colocar em risco a saúde dos cidadãos. Somado a isso, o Ministério Publico deve fiscalizar  se essas leis estão sendo devidamente cumpridas.