Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 31/10/2019
Na obra “utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a indústria farmacêutica apresenta perigos ao brasileiro como a automedicação e dependência de fármacos, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas da saúde e da educação, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Em primeiro lugar, é fundamental ressaltar que a educação tem papel importante para o desenvolvimento social de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos perigos da indústria farmacêutica. Segundo a OMS, em todo mundo, 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta. Devido à falta de atuação das autoridades, cerca de 8 a cada 10 brasileiros se automedicam, como revelado em pesquisa do instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ). Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o desconhecimento sobre o assunto como promotor do problema. “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo de seu desenvolvimento encontra obstáculo em sua caminhada. Partindo desse pressuposto,a desinformação é uma demonstração clássica da ineficiência dos sistemas governamentais que têm medidas muito vagas e falhas a respeito do melhoramento da atual situação. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o desconhecimento por grande parte dos brasileiros contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Infere-se, portanto, que o problema se mostra uma grande pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento. Dessarte, com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione verbas que, por intermédio do Ministério de Saúde, serão revertidas na verificação e melhoramento da atual postura estatal, por meio de investigação minuciosa e cobrança eficaz à indústria farmacêutica, além de delegar ao Ministério da Educação e Cultura a responsabilidade de tornar conhecida a problemática para a sociedade em geral, elaborando palestras, “workshops” e aulas em horários oportunos aos alunos e comunidade em geral.Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os perigos da indústria farmacêutica, e a coletividade alcançará a Utopia de More.