Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 28/10/2019
Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estra físico de todos os cidadãos brasileiros. O artigo da Constituição, dá início a reflexão dos perigos gerados pela indústria farmacêutica, que representa um desafio a ser enfrentado, de forma mais organizada, pela sociedade brasileira. Esse fato se evidência, não só pela automedicação, mas também, pelo vício por medicamentos.
Em primeira análise, o ato de tomar remédios sem prescrição médica constitui um dos maiores obstáculos gerado pela indústria farmacêutica. Segundo pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), aproximadamente, 80% dos brasileiros maiores de 16 anos, fazem prática da automedicação. Sendo esse, fator de grande risco para intoxicações, desenvolvimento de efeitos colaterais e doenças. É inadmissível, portanto, que seja irreal a existência de medidas preventivas à essa situação.
Somado a isso, vale ressaltar distúrbios gerados como o vício por fármacos, também, resultado da evolução indústrial. De acordo com o psiquiatra José Atílio Bombana, da Universidade Federal de São Paulo, 5% dos pacientes apresentam a doença, conhecida como hipocondria. Logo, até as pessoas que possuem prescrição médica, podem desenvolver grau de dependência pelo medicamento, gerando outros efeitos, fazendo-se necessário o uso de outra droga, que acaba em um ciclo vicioso. Desse modo, a inércia governamental representa um agravante à situação.
Portanto, medidas precisam ser tomadas parar resolver o impasse. É necessário que o Estado, com sua função de legislar e fiscalizar, crie leis que exijam a prescrição médica na compra de todos os medicamentos, por meio de fiscalização e controle nas farmácias, da proporção de receitas médicas e remédio vendidos. Além da disponibilização de tratamento psicológico, nos postos de saúde, para as pessoas com hipocondria. Espera-se com isso preservar a vida e a integridade do cidadão brasileiro.