Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 27/10/2019
No Brasil, a produção industrial de fármacos facilitou o acesso a medicamentos pela população, mas também deu caráter capitalista ao conceito de medicamento. Tal prática tornou necessário questionar os benefícios e riscos do uso discriminado de fármacos.
Por princípio é perceptível a existência de um lado benéfico para tal ação, afinal, o comércio de fármacos, além de possibilitar a melhora de muitos casos clínicos, permite que a população receba produtos previamente testados, e não necessite de receita médica para a compra de alguns medicamentos de uso simples. Desta forma, há redução de filas em hospitais e unidades de pronto atendimento. No entanto, o que se assemelha a uma solução, não mascara completamente os riscos da compra e uso, muitas vezes, irracional de produtos farmacêuticos.
De outra forma o caso se mostra alarmante, pois a industrialização causou um distanciamento dos profissionais de saúde da população, reduzindo a visão humana e priorizando a visão capitalista do medicamento, benéfica apenas à indústria farmacêutica. Logo, a automedicação, aliada à falta de informação a respeito dos medicamentos, efeitos colaterais ou interações medicamentosas, pode não apenas resultar na continuidade da doença, mas também em uma piora do caso, e até óbito.
Sendo assim, diante do exposto, se faz necessário que o governo imponha limitações à indústria farmacêutica, impedindo a publicidade excessiva e legislando sobre o acesso indiscriminado à medicamentos. Ademais, o governo precisa intervir sobre o uso indevido de remédios por parte da população, com ações do Ministério da Saúde, através de campanhas publicitárias informativas, e projetos focados em conscientizar a população. Essa conscientização das massas deve expor todas as consequências, e mostrar os malefícios da automedicação, para que ocorra uma quebra do paradigma focado apenas nas vendas e no lucro por parte da indústria.