Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 08/10/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.” Por intermédio desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond, nota-se que a questão da indústria farmacêutica é um obstáculo no cenário brasileiro hodierno. Nesse sentido, verifica-se que dentre os fatores que intensificam essa incidência estão o fácil acesso a medicamentos e a desinformação sobre automedicação. Dessa forma, torna-se imperioso resolver essa adversidade.
A princípio, cabe salientar no que tange à facilidade que os tupiniquins têm para consumir medicamentos. Nesse contexto, conforme o Instituto de Pós-Graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico, cerca de 79% dos humanos - maiores de 16 anos - fazem uso de remédios por conta própria. Com base nesse informe, é alarmante observar que há indivíduos que utilizam medicamentos exacerbadamente, uma vez que têm fácil acesso - em drogarias - a determinados remédios, mormente analgésicos. Portanto, para que esse evento inadmissível não piore cada vez mais, é imprescindível combater a facilidade que os habitantes têm para comprar medicamentos.
Ademais, vale ressaltar a respeito da informação precária acerca da medicação por conta própria. Nessa perspectiva, consoante o Ministério da Saúde, entre 2015 e 2016 - a automedicação levou aproximadamente sessenta mil cidadãos para o hospital. Baseado nesse dado, é preocupante notar que uma das razões que contribui com esse índice é o fato dessa temática não ser relatada com vigor na nação, visto que segundo o escritor Gilberto Dimenstein, só existe opção quando se tem informação. Por isso, com o fito de que esse quadro indesejável não agrave ainda mais, é indispensável solucionar o desconhecimento em relação à medicação por conta própria.
Sendo assim, condutas são cruciais para mitigar a questão da indústria farmacêutica. Logo, a fim de que os casos de fácil acesso a medicamentos e a desinformação acerca da automedicação sejam atenuados, urge que o Ministério da Saúde - órgão responsável pelo bem-estar da população - invista em projetos contra esse impasse. Tal ação deve ser efetivada mediante à fiscalizações intensas em farmácias - que proíba a venda de remédios sem orientação médica, sobretudo de analgésicos, punições severas aos violadores, e campanhas televisivas e online - que abordem sobre os efeitos do consumo de medicamento por conta própria. Dessarte, a pedra será removida do caminho dos brasileiros, pois, os episódios supracitados amenizarão consideravelmente.