Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 09/10/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento, até que uma força suficiente atue sobre, o que faz com que mude seu percurso. Os perigos da indústria farmacêutica são problemas que persistem na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o caminho da persistência para a extinção, a ausência de conhecimento da população e fatores financeiros acabam por contribuir com situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, segundo o jornal a Folha de São Paulo, é constante o uso de substâncias fraudulentas na composição química de remédios, com o objetivo de aumentar a produção, assim lucrando mais. Tal fato mostra que, a indústria farmacêutica passou a manipular o uso de medicamentos e de suas composições químicas, priorizando o interesse financeiro. Assim, desencadeando futuros problemas de saúde na população.

Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. De acordo com o site “G1”, a automedicação é  uma prática comum em 90% da população. Um dos principais riscos é a falta de informação dos indivíduos, o que faz com que se mediquem por conta própria, o que por sua vez pode piorar o quadro da doença e dessa forma a compra de remédios é constante. Além disso, o interesse comercial-financeiro desse setor mostra o descaso com a saúde pública.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas ruas e escolas, que mostrem a importância de irem ao médico, com o intuito de diminuir a taxa de automedicação, além de incentivar a melhoria alimentar e a prática de exercícios físicos. Ademais, cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a fiscalização dos medicamentos das indústrias, a fim de reduzir a venda de medicamentos enganosos, além de combater propagandas que incentivam a medicam sem antes consultarem seus médicos. Só assim será possível mudar o caminho da persistência para a extinção.