Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 16/09/2019
É inegável que a indústria farmacêutica tem suas raízes, principalmente na era colonial do Brasil, com os antigos boticários, onde se tinha a prática da manipulação química de fármacos através de especiarias variadas. Entretanto, com o passar dos séculos e a introdução mais voraz da pesquisa na área humana, a prática boticária aumentou, e se tornou hoje o maior polo industrial e o mais perigoso do mundo. Nesse caso, a polêmica acerca da indústria farmacêutica paira em cima da automedicação, que se tornou via prática no dia a dia pessoal, juntamente com o trafico de receitas médicas ilegais para venda de medicamentos faixa preta, entre outras problemáticas que reafirmam os perigos da maior indústria do mundo.
Fato é que a automedicação esta enraizada no contexto histórico brasileiro e se caracteriza por algo comum e viável no dia a dia. Prova disso, foi a pesquisa realizada pelo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) que mostra que 79% da população com mais de 16 anos usufrui da automedicação diariamente , refletindo o livre acesso à compra de fármacos sem nenhuma prescrição médica ou fiscalização do Ministério da Saúde, fazendo com que essa problemática se torne comum em vez de ser considerada crime. Consequentemente, tais ações podem afetar o próprio Ministério da Saúde, que através do SUS ( Sistema Único de Saúde), deverá acolher todos os casos mal efetuados de automedicação proporcionados pela falta de fiscalização na área.
Cabe ainda pontuar, o grande monopólio de receitas médicas contrabandeadas pela própria indústria farmacêutica para a venda de remédio sem autorização. Nesse sentido, pode-se citar o contrabando de Ritalina, fármaco faixa preta usado para portadores de TDH e introduzido como um monopólio no meio de concursos e vestibulares concorridos, como alternativa de melhor rendimento e atenção nos estudos, fazendo com que o contrabando do remédio sem a autorização de neurologistas e psiquiatras agrave mais a problemática. Por conseguinte, o uso de medicamentos sem receita , como a Ritalina , podem causar dependências químicas e psíquicas graves aos que não portam o TDH.
Portanto, a automedicação e o contrabando de receitas para remédios faixa preta, se tornam os maiores perigos da indústria farmacêutica. Nesse caso é preciso que o Ministério da Saúde tenha uma fiscalização rígida através da criação de leis que considerem crime inafiançável a venda de medicamentos faixa preta pelas redes de farmácia. É necessário também a conscientização da população através de propagandas e campanhas proporcionadas pelo governo, que mostrem os riscos graves da automedicação no dia a dia e a sua dependência. Portanto, espera-se que essa problemática seja sanada de modo rápido e eficaz.