Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 26/09/2019
O cavalo de Troia foi um grande cavalo de madeira, feito como presente pelos gregos para os troianos. Seu interior estava carregado por soldados gregos, que ao entrarem na cidade de Troia dominaram a mesma. Espelha-se na nossa realidade atual, a indústria farmacêutica usando a mesma estratégia grega sobre a população brasileira, onde esta é persuadida por meio de propagandas que aparentam ajudar mas que podem ter um efeito prejudicial no futuro. Nesse sentido convém analisarmos tais consequências diante desta postura negligente para a nossa sociedade.
Neste quadro, a falta de educação no assunto, propõem a visão de uma sociedade alienada, que em qualquer situação de sintomas físicos, vai em busca de remédios com efeitos imediatos. De acordo com o ICTQ (instituto de pós graduação para profissionais do mercado farmacêutico), mais de 90% dos cidadãos adultos consomem remédios sem nenhuma prescrita médica. Esses sintomas físicos podem ser alertas do organismo, que pode estar sofrendo falhas, e as mesmas são ‘‘corrigidas’’ por substâncias com a finalidade de atingir o sintoma e não a raiz deste. A conservação desse comportamento citado, possibilita que os indivíduos dessa sociedade desenvolvam à longo prazo doenças mais críticas.
Faz-se mister, salientar o envolvimento da indústria alimentícia como impulsionador do problema. O grande filósofo Hipócrates alegava: “Que teu alimento seja teu remédio, que teu remédio seja teu alimento”. Diante de tal contexto, conclui-se que as duas indústrias (farmacêutica e alimentícia), agem como uma única entidade, isso ocorre pois quanto mais gente doente, mais a indústria farmacêutica lucra. E para gerar tanta gente doente, é necessário muito alimento-lixo (a mesma estratégia grega onde o alimento parece ser bom mas que na verdade vai trazer problemas ao organismo). Esse tipo de alimento atualmente, é produzido em grande escala pela indústria alimentar, ou seja, uma indústria produz para dar lucro à outra, e vice-versa, é uma corrente.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve investir na formação de uma sociedade inalienada em relação aos seus alimentos e remédios, criando novas disciplinas curriculares que discutam o processo que ocorre com os medicamentos no organismo e em como os alimentos influenciam no nosso bem-estar. Dessa forma, será possível garantir uma sociedade com um índice menor de doenças e com um vasto conhecimento de como evitá-las. Só então seremos uma população mais saudável e consciente sobre nossas vidas.