Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 31/08/2019
“Que o teu alimento seja o teu remédio e que o teu remédio seja o teu alimento.” Essa frase do filósofo grego Hipócrates ilustra a forma como os povos antigos tratavam problemas de saúde, por meio de plantas medicinais, que por serem naturais, não provocavam reações ao organismo. Em contraste, hodiernamente, com o advento da indústria farmacêutica, qualquer dor no corpo é tratada com analgésicos, que provocam efeitos colaterais nocivos à saúde humana. Convêm analisar os perigos da industria farmacêutica na sociedade.
Deve-se pontuar, de inicio, que as farmácias não estão preocupadas necessariamente com a saúde das pessoas. As empresas, movidas pelo lucro, vendem remédios para qualquer tipo de dor, na maioria das vezes de forma indiscriminada, não fazendo todo o processo de checagem de qualidade do produto. Algumas fazem parceria com médicos, a fim de que estes prescrevam medicamentos caros, beneficiando as empresas. É inaceitável que isso continue acontecendo.
Vale analisar, ainda, que as causas supracitadas provocam conseqüências negativas para a saúde das pessoas. Segundo o médico Lair Ribeiro, 80% dos produtos que são vendidos sem prescrição médica provocam reações adversas, tais como alergias, problemas renais, diminuição na memória e déficit de atenção. Isso causa um paradoxo: tratar uma doença para causar outras. É lastimável que continue acontecendo.
Com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da Educação aliado com o Ministério da Saúde devem lançar discussões nas escolas a respeito dos perigos de automedicar e orientá-los a ler a bula, a fim de que fiquem cientes dos efeitos maléficos que podem causar. É importante também, promover minicursos de tratamento de doenças com plantas medicinais, folhetos, ministrados por profissionais afins, doando mudas dessas plantas, a fim de que as pessoas tratem doenças de forma mais natural e não prejudicial.