Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 29/08/2019
Segundo Sócrates, para ter saúde é preciso, primeiro, evitar as causas da doença. Entretanto, o não conhecimento das propriedades e efeitos colaterais dos medicamentos muitas vezes resultam no desencadeamento de novas doenças levantando, assim, a questão dos perigos advindos da indústria farmacêutica para a população. Nesse sentido, é necessário avaliar tais males, suas causa e consequências, para chegar a caminhos que os atenuem.
De início, cabe pontuar que até mesmo os profissionais da saúde podem, por insciência, por em risco a vida dos pacientes. Nesse prisma, a Constituição Cidadã de 1988 assegura que todos os indivíduos têm direito à saúde e, a partir disso, foi criado o Sistema Único de Saúde(SUS) o qual muitas pessoas são dependentes. Todavia , a falta de preparação da comunidade médica, principalmente pública, no que diz respeito às necessidades dos pacientes tem como consequência, por exemplo, prescrições equivocadas de medicamentos para os indivíduos, colocando-os em situações frágeis e não seguindo o que foi instituído constitucionalmente.
Em adição, a indústria farmacêutica, visando lucro, procura vender cada vez mais remédios. Nesse contexto, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, observou-se uma alta na questão da saúde social com a implementação de genéricos no Brasil que são baratos e mais acessíveis à população. Infelizmente tal avanço se deu pela metade uma vez que não foi incentivado programas de conscientização sobre a automedicação - fato este que pode causar o uso excessivo de substâncias químicas levando ao vício e até morte por overdose.
Destarte, é preciso mitigar os perigos da indústria farmacêutica. Cabe, assim, ao governo federal junto com os municípios a melhoria no Sistema Único de Saúde no que tange a questão da preparação dos profissionais de saúde através de programas de supervisionamento das comunidades e suas necessidades médicas para, então, ter controle na quantidade e qualidade dos remédios que são distribuídos. E, ainda, importa à mídia o papel de informar a população sobre os males da automedicação por meio de novelas de alta audiência e propagandas para que os indivíduos tenham conhecimento e consciência do problema evitando, portanto, vícios e novas doenças. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.