Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 18/10/2019

“Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado”. Essa frase, vinculada ao final de propagandas de medicamentos, remete a intenção real da indústria farmacêutica, na qual visa o lucro acima da saúde social. Neste sentido, analisar questões como a automedicação e a manipulação da indústria farmacêutica é necessário para que se busque soluções e criticidade da população em relação ao assunto.

Em primeiro plano, vale ressaltar o poder de convencimento da indústria farmacêutica, por intermédio midiático. Em sua maioria, as propagandas de medicamentos são construídas com o intuito de manipulação da sociedade, para que ela acredite que aquele fármaco de fato é necessário, muitas vezes, mais ainda que o especialista. Tal atitude, contribui para a fabricação constante e maciça de medicamentos, visando o lucro, além de uma visão, geralmente, consumista dos remédios e que não prioriza à saúde , como mencionado em uma pesquisa divulgada no site Scielo.

Outro fator a ser mencionado é a automedicação. Devido essa manipulação vinculada a questão da saúde pública, a população vê a atitude de se automedicar como prioritária, em grande parte, e começa a ingerir medicamentos sem prescrição médica, o que pode desmascarar doenças graves, gerar uma outra patologia ou até a morte. Segundo uma notícia do site G1, cerca de 90% da população da região Sudeste se automedica, o que comprova o convencimento midiático e o risco à saúde.

Portanto, a informação é essencial para que a comunidade conheça sobre a indústria farmacêutica e os possíveis riscos que pode enfrentar. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com a Anvisa, deve elaborar um plano de monitoramento da produção e venda de certos medicamentos, em especial os amplamente propagados, por meio de dados fornecidos por farmácias e pelas indústrias, a fim de controlar uma produção excessiva e que estimule o consumo sem orientação. Ademais, a mídia deve veicular propagandas e reportagens, por meio da televisão aberta e redes sociais, que mostrem os riscos da automedicação, gerando senso crítico social.