Os perigos da alienação parental

Enviada em 08/01/2021

Têm ocupado a cena social as discussões acerca dos perigos da alienação parental. É possível afirmar que os fatores que desencadeiam a síndrome dão-se, principalmente, por manipulações comportamentais dos filhos por parte dos pais- o que resulta na inflição da imagem de um dos parentais- e por divórcios conflituosos, cuja as dificuldades de separação acabam por influenciar na formação da criança. Diante dessa perspectiva, são necessários recursos capazes de sanar a alienação por parte dos pais.

Deve-se pontuar, de início, a manipulação do comportamento dos filhos como risco para a integridade da convivência familiar saudável. De acordo com o conceito da tábula rasa, proposto pelo filósofo Jhon Locke, o indivíduo é como uma tela em branco, que é preenchida por suas experiências e influências. Dessa forma, assim como refletido por Locke, as crianças- envolvidas no conflito cruzado entre os conjugais- são manipuladas pelos parentais, o que ressignifica a relação harmoniosa entre o alineado e o filho para uma experiência de inimizade e ódio. Em suma, enquanto a influência na formação psicológica acerca da relação parental for regra, a convivência familiar saudável será exceção.

Ademais, os conflitos durante o processo de separação entre os conjugais também são fatores determinantes. Tendo em vista o jogo “Detroit: Become Human”, uma realidade que apresenta robôs, um dos personagens- em um diálogo com a filha- direcionou a culpa das dificuldades vivenciadas, após o divórcio, para a mãe. Nesse sentido, da mesma maneira que a narrativa, a sociedade contemporânea ainda falha em lidar- de maneira saudável- com o processo de separação e, consequentemente, sobrepõe os conflitos conjugais no filho.  Em suma, é contraditório que, apesar da legislação protetiva, ainda ocorra a alienação.

Portanto, o Conselho Tutelar- órgão protetor da criança- conjuntamente com o auxílio de psicólogos, deve proteger os filhos dos problemas na relação entre os pais, por meio do acompanhamento e do diálogo neutro durante a divorciação, a fim garantir o direito de uma relação saudável.