Os perigos da alienação parental

Enviada em 21/12/2020

A necessidade de superar a alienação parental

Na década de 1980, Richard Gardner -psiquiatra norte-americano- chamou de Síndrome da Alienação Parental o distúrbio infantil provocado pela persuasão negativa de um dos pais sobre a criança contra outro parente. Por certo, o conceito utilizado pelo médico representa um grave problema social, na medida que, afeta parte substancial da população infanto-juvenil. Nesse viés, o abuso emocional por um dos cônjuges evidencia o perigo do individualismo presente e os efeitos psicológicos.

Constata-se, a princípio, que o egoísmo dos pais afeta o relacionamento saudável entre os filhos. A partir disso, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, documento culminante da Revolução Francesa, entende que a família tem o dever de assegurar o bem-estar de meninos e meninas. Ocorre que, dentro dos lares acontece a subversão dos papéis, contrariamente ao de promoverem a dignidade humana desses indivíduos sendo  indiferentes e usando a criança como forma de punição. Por conseguinte, é incoerente que aqueles que são responsáveis pelo bem-estar dos filhos, o usem de forma prejudicial.

Sob outra análise, a manipulação emocional sobre o indivíduo fragiliza a saúde mental desse. A esse respeito, o médico Peter Sifneos nomeia como “Aleximia” o conceito conhecido popularmente como “cegueira emocional”, segundo o qual o relacionamento tóxico com os genitores pode provocar a perda da capacidade de demostrar afeto. Nesse sentido, muitas famílias são irresponsáveis com o comportamento ante os filhos, pois a síndrome definida por Sifneos tem efeitos irreparáveis tanto para a criança como para suas futuras relações. Dessa forma, enquanto os pais exercerem a dominação negativa sobre os jovens, a sociedade vivenciará a perpetuação da alienação parental.                            Observa-se, portanto, que é necessário combater a SAP abordada pelo psiquiatra Richard Gardner para que ela deixe de ser uma realidade nos lares. Por isso, convêm às escolas combaterem o individualismo crescente nas famílias e, consequentemente, mitigar os danos psicológicos, para isso devem criar projetos pedagógicos composto por palestras e oficinas que chamem os pais à ação e que  tem como finalidade orientar os responsáveis a garantir a saúde afetiva das crianças. Assim, a partir da participação da família e da escola, será construida uma sociedade justa, solidária e, por fim, livre da alienação parental existente no panorâma brasileiro.