Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/11/2020

É notório que o relacionamento entre cônjuges, afeta diretamente o desenvolvimento de seus filhos, principalmente quando os pais optam pelo divórcio, caso os mesmos não tiverem maturidade e sensibilidade quando isso acontece, desentendimentos e intrigas são gerados, e quando isso ocorre, a possibilidade de um dos indivíduos alienarem a criança é maior, logo ela acaba virando uma vítima de um de seus pais, o que futuramente pode acarretar em atitudes de rebeldia, problemas psicológicos, como depressão e até um possível suicídio.

Devido um dos pais da criança deprimir a imagem do outro pai, esta situação faz com que a criança, se afaste do genitor, já que acredita no que lhe está sendo dito, resultando na destruição dos laços emocionais, o que pode influenciar em atos de rebeldia. Segundo Departamento da Saúde do governo norte-americano, nos Estados Unidos, tem sido apontado que a falta de uma imagem paterna na educação dos filhos é determinante para um  dos maiores problemas sociais do país: a criminalidade.

Convém lembrar que, quando os pais são separados, e o processo doloroso e constrangedor é acompanhado por algo ainda mais grave ( a alienação parental), problemas como: depressão, automutilação, ansiedade, abuso de drogas e etc, acabam sendo consequências dessa relação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Direito de Família IBDFAM a taxa de suicídio (ou tentativa) entre adolescentes de 16 e 19 anos de idade triplicou nos últimos 5 anos. De um em cada quatro suicídios ou tentativas, três ocorreram em lares de pais ausentes/distantes ou indiferentes.

É evidente que o Poder Legislativo em conjunto com o Ministério da Saúde, devem implantar psicólogos, para que assistam ou tenham uma sessão com os pais em  processos judiciais de divórcios, para averiguar se a relação entre os mesmos afetará de alguma forma a criança. Quando o ato de alienação for relatado, o juiz além das penalidades já existentes, deve determinar psicoterapia para as pessoas envolvidas para ajudar a criança, e o genitor entender a gravidade de seu erro, para que não se repita.