Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/11/2020

Como está escrito no Artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.” Dessa forma, usar de um filho para um ato de vingança seja pelos pais, avós, ou até mesmo por um novo parceiro,  é crime. De acordo, com a lei 13.431/2017, considera os atos de alienação parental como violência psicológica e assegura ao coagido o direito de pleitear medidas protetivas contra o agressor.

A priori, nota-se o desenvolvimento de vários problemas psicológicos, característicos de ameaças que a alienação efetuada por parentes pode trazer à criança ou ao adolescente. Consequências como: depressão, ansiedade e síndrome do pânico, são comuns nesses casos. Para o psiquiatra Augusto Cury, essa situação  pode gerar instabilidade no desenvolvimento pessoal e no convívio social da criança, uma vez que o atrito familiar contribui exuberantemente para o isolamento do indivíduo, o que configura um sério perigo à sua vivência psicossocial.

Além disso, só no ano passado, dobrou o número de processos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por conta dessa prática. Foram 1.042 casos registrados em 2017, contra 564 em 2016, somando todas as comarcas do Estado. Ademais, segundo a OMS ( Organização Mundial de Saúde) três em cada dez indivíduos com idade entre quatro e dezesseis anos já apresenta algum tipo de distúrbio psiconeurológico.

Portanto, ao analisar tais circunstâncias e suas consequências, destaca-se a necessidade de ser tomado uma inciativa, objetivando mitigar os danos causados pelos autores de tal violência, ou até mesmo extinguir essa prática perversa. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Saúde crie projetos, afim de instruir pais e mães acerca dos perigos da alienação de sua pessoa, por meio de campanhas organizadas junto as escolas. Com o propósito de um melhor convívio familiar. Promovendo assim, o crescimento saudável dos filhos, mesmo em momentos conturbados como um divórcio.

Pois, como em toda guerra, inexoravelmente, são os inocentes que pagam o maior preço pela irresponsabilidade e iniquidade alheia.