Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/11/2020

O psiquiatra infantil Richard Gardner foi quem criou o termo “síndrome da alienação parental”. Ele  descreve essa síndrome como sendo “um distúrbio infantil, que surge, principalmente, em contextos de disputa pela posse e guarda de filhos. Manifesta-se por meio de uma campanha de difamação que a criança realiza contra um dos seus genitores, sem que haja justificativa para isso “. Ou seja, na alienação parental à criança (ou adolescente) é influenciada, principalmente pelo pai ou pela mãe, a sentir sentimentos negativos como: ódio e raiva á um dos pais. Essa disputa entre os pais acaba ocasionando uma relação abusiva para com os filhos, na qual sofrem consequências psicológicas que chegam a afetar o próprio desenvolvimento social e escolar. Portanto, com o intuito de ajudar as famílias, deve-se conhecer melhor como causas e consequências da alienação parental.

No contexto atual, torna-se cada vez mais comum o divórcio nas famílias, o problema é que em muitas das vezes ele não ocorre de maneira saudável / pacífica. Pois os pais acabam por disputar a guarda, atenção e amor dos filhos. Em uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi apontado que cerca de 80% dos filhos de pais separados sofrem com chantagens emocionais dos genitores. Com isso os filhos ficam instáveis ​​emocionalmente. Essa instabilidade afeta negativamente o comportamento da criança (ou adolescente). Logo, essas famílias que tornam a relação entre pais e filhos doentia, estão ferindo o artigo 227 da Constituição Federal que determina que é ela quem deve cuidar da criança e do adolescente.

Ainda convém lembrar, que esses filhos estão mais propícios a lidar com problemas emocionais como a depressão, rebeldia e dificuldades no desenvolvimento escolar. De acordo com o Instituto Brasileiro de Direito de Família IBDFAM (2012), 72% dos adolescentes que cometem crimes graves e homicídios vivem em lares de pais separados. Os dados indicam também que crianças criadas sem a presença do pai têm duas vezes mais probabilidades de baixo rendimento escolar e podem desenvolver quadros de rebeldia a partir da 3ª infância (6 a 12 anos). A taxa de suicídio (ou tentativa) entre adolescentes de 16 e 19 anos de idade triplicou nos últimos 5 anos. De um em cada quatro suicídios ou três, três ocorreram em lares de pais ausentes / distantes ou indiferentes.

Por tanto, com o intuido de tornar o divórcio uma situação mais saudável e facil de lidar o Sistema Único de Saúde juntamemte com as escolas, deve levar ajuda psicológica por meio de uma campanha com paletras e consultas gratuitas (com psicólogos), para os pais e os filhos saberem lidar melhor com essa situação.