Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/11/2020
Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista brasileiro, em sua obra " O Cidadão de Papel", no Brasil os direitos constitucionais são inefetivos, residindo somente nos papéis, gerando uma cidadania ilusória. Tal aspecto é Incontrovertível no que tange à alienação parental e seus perigos, que, na prática, continua sendo um revés que permeia a população canarinha, mesmo que o direito à proteção de menores de idade esteja elencado na Carta Magna. Sob esse ângulo social, a formação familiar, somado ao sistema de ensino “arcaico”, fomentam uma cenário nefasto.
Antes de tudo, é imperioso salientar a formação familiar como influente na perpetuação desse revés. Segundo o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Desse modo, os parentes podem moldar a forma de agir, pensar e compreender a realidade das crianças. Tal aspecto pode ser claramente exemplificado pelas técnicas persuasão infantil adota por determinados pais para poderem controlar a criança. Em, virtude disso, há, como consequência, a alienação parental, uma vez que o individuo perde sua capacidade crítica.
Ressalta-se, ademais, o ensino brasileiro ainda arcaico como um agravante ao imbróglio. Nessa perspectiva, Schopenhauer defende que os limites do campo de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não acesso à informação séria sobre a alienação parental, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Torna-se imperativo, então desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Portanto, é mister que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre alienação no ambiente escolar com a presença de professores especialistas no assunto. Outrossim, esses eventos não devem se limitar somente aos alunos, mas também serem abertos a toda comunidade, a fim de que a população compreenda os perigos relativos à alienação. Quiçá, assim, alcançar-se-á um Brasil sem indíviduos alienados.