Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, verifica-se o conceito de família, o desenvolvimento psicossocial do adolescente e da criança, como um de seus principais objetivos em sociedade. No entanto, com os níveis elevados de divórcio nos dias atuais, é possível notar que tais transformações podem impactar de forma negativa relações familiares, sendo os mais afetados, os filhos destes pais. Diante disso, é necessário analisar as consequências e medidas viáveis a se tomar.

Examinando situações onde ocorrem casos de separações entre os responsáveis, é visível o uso destes de seus filhos em busca de vingança, tentando atingir o ex parceiro, ou na tentativa de reconciliações. “As crianças são a parte mais frágil de qualquer relação. Manipular sentimentos e comportamentos dessa maneira tem consequências para o resto da vida”, diz a psicanalista Cristiane M. Maluf Martin. Logo, a manipulação a partir da vulnerabilidade de seus descendentes, pode deixar sequelas incuráveis.

Ademais, a convivência em ambientes com a presença desta tortura psicológica podem resultar na ocorrência dos sintomas da síndrome da alienação parental, sendo eles, agressividade e instabilidade do jovem, decaída na autoestima, crises de pânico, ansiedade e depressão. O uso de drogas também pode ser uma consequência desse abuso da saúde psicoemocional dessa criança.

Nesse contexto, portanto, são necessárias a tomada de medidas por parte do governo e do conselho tutelar para contra a alienação parental, punindo corretamente os responsáveis por essa atrocidade. Campanhas conscientizadoras acerca desta temática devem acontecer, visto que esse assunto possui pouca visibilidade diante da sociedade e merece ser debatido para o fim da manipulação parental.