Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Entende-se alienação parental como a programação de uma criança por um dos genitores, para que passe a enxergar e idealizar o outro genitor de maneira negativa, nutrindo, a partir de então, sentimentos de ódio e rejeição por ele, e externando tais sentimentos. A alienação parental tem grandes impactos na saúde mental e física do menor. A manipulação da criança contra a relação com um dos genitores pode acarretar problemas como depressão infantil, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, medo e agressividade.

A falta de uma punição específica para esse tipo de prática no Brasil faz com que esse tipo de conduta se tornasse recorrente em vários lares. Segundo ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foram 1.042 casos em 2017, contra 564 em 2016, somando todas as comarcas do Estado. Em Belo Horizonte, o índice também saltou de 110 para 222. Isso levando-se em conta só os processos que foram motivados pela alienação parental e cadastrados com esse título.

Diante desses conflitos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou uma cartilha para prevenir a alienação parental e propôs um curso aos tribunais, O objetivo dessa cartilha é fazer com que as pessoas se sintam livres para falarem sobre suas angustias e tratar o fenômeno do divórcio.

Tendo em vista os fatos apresentados, é possível perceber que medidas devem ser tomadas. É fundamental que o Ministério da Família proporcione a criação de leis, que obriguem os pais que estiverem em processo de separação a realizarem acompanhamento psicológico, juntamente com os filhos, para que haja um bom relacionamento com os mesmos, evitando, assim, a alienação parental.