Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Na obra cinematográfica “Barefoot”, a personagem Daisy é internada em uma clínica psiquiátrica devido aos maus-tratos sofridos pela sua mãe, o que lhe causaram sérios problemas psicológicos. Deixando de lado a ficção, pode-se observar na sociedade atual o quão persistente é esse problema, jovens que são mentalmente prejudicados pelos responsáveis e que também são explorados pelo próprio benefício dos mesmos. Ademais, ao analisar o dilema da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação forçada de membros vulneráveis confirmam a urgência de intervenção no atual contexto brasileiro.

Em primeiro lugar, é importante destacar que um dos principais perigos do assunto é que o Brasil não tem penalidades específicas para essa prática. Nesse sentido, embora a Constituição Cidadã de 1988 garanta a proteção de crianças e adolescentes no plano burocrático, ainda não existe uma lei definitiva que condene a alienação dos pais de seus pais. Isso fez com que esse comportamento fosse comum em várias famílias. Essa condição do psiquiatra Augusto Cury pode levar à instabilidade no desenvolvimento pessoal e na vida social da criança, pois atritos entre os pais podem levar ao isolamento pessoal, o que constitui um sério impacto no seu desenvolvimentocomo individuo.

Além disso, vale destacar o impacto na saúde mental e física das crianças. Sob nesse viés, segundo o filósofo racionalista Emmanuel Kant, os comportamentos morais são classificados como de caráter, ou seja, devem ser norteados pelo ideal da empatia universal, percebendo que o resultado é a expectativa humana última.

Portanto, as instituições familiares não podem aplicar a ética universal, pois a calúnia e o discurso de ódio gerados pela alienação parental causam interferência e impacto psicológico na formação dos jovens que, nesta perspectiva, estarão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal. Portanto, está claro que a alienação parental é um precursor de muitos transtornos mentais e requer intervenção nacional. Nesse sentido, deve o Estado, como Ministério da Justiça, aprimorar a aplicação de leis e controles sobre a manipulação de famílias, de forma que haja parceria com os sistemas de ensino no acolhimento de denúncias e no restabelecimento da integridade de menores. Por fim, os municípios, em colaboração com as universidades, devem criar campanhas e palestras públicas, com o auxílio de educadores e psicólogos especializados, para que, em última instância, a responsabilidade social erradique esse paradigma no Brasil.