Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

De acordo com o filósofo contratualista John Locke, conhecido como o “pai do liberalismo político”, todos nascem “em branco” e adquirem conhecimento por meio do contato externo. No entanto, esse pensamento está relacionado ao ambiente familiar, pois os pais terão uma influência direta no comportamento de seus filhos. Assim sendo, é necessário discutir esses aspectos para que a sociedade possa cumprir plenamente o seu papel.

Em primeiro lugar, deve-se destacar que, de acordo com a síndrome de alienação parental SAP, mais de 20 milhões de crianças em todo o mundo sofre com esse tipo de violência. A alienação entre os pais pode ser voluntária ou involuntária, sendo que o principal motivo é a falta de diálogo entre os pais, sendo que a conversa entre os pais está relacionado com casamento ou ter filhos. Portanto, este panorama entra em conflito com o direito básico das crianças a desfrutar de uma vida familiar saudável.

Além disso, pode-se observar que o assunto está relacionado à teoria do inconsciente proposta pelo psicanalista Sigmund Freud. Segundo ele, algumas lembranças, pensamentos e impulsos, sejam eles dolorosos ou negativos, serão suprimidos no inconsciente do indivíduo e até afetarão silenciosamente seu comportamento. Em vista disso, muitas crianças enfrentam problemas emocionais na infância e na idade adulta, manifestados principalmente na dificuldade de estabelecer vínculos afetivos e de confiar nos outros.

Em vista dos aspectos mencionados, é mister que o Estado promova alterações tangentes às leis que visam combater a alienação parental, com o intuito de deixá-las mais rigorosas, abordando, de maneira clara e objetiva, as consequências que essa situação pode provocar na vida das crianças. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras e campanhas, visando mudar o comportamento de pais e responsáveis. Assim, haverá um ambiente estável que colabore com o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e integralista.