Os perigos da alienação parental
Enviada em 19/11/2020
A primeira lei de Newton (lei da inércia) afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De Maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre os perigos da alienação parental, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que diversas complicações, ocasionadas principalmente após a separação dos progenitores e constantes brigas entre eles durante e depois do relacionamento, permanecem sem mudança. Diante dessa perspectiva, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática.
Num primeiro momento, é fundamental pontuar que a alienação parental deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que impeçam essas recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Contudo, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades, no acompanhamento psicológico de pais que passam por separação. Em consequência disso, os genitores usam as crianças como armas e escudos em relacionamentos com términos conturbados, o que leva ao aparecimento de problemas, no filho, como depressão e comportamento agressivo, tanto com ele mesmo quanto para outros.
Ademais, é válido ressaltar a falta de sensibilidade dos progenitores como promotor do problema. Para o sociólogo alemão Ralf Dahrendorf, a anomia é a condição social em que as normas reguladoras dos comportamentos das pessoas perdem sua validade. De forma equivalente, nota-se que as leis que regulamentam a preservação da prole encontram-se em estado de anomia, pelo fato de serem infringidas constantemente por casais em separação. Em decorrência desse pressuposto, não há um apoio parental ao filho que se vê entre uma separação, pois de acordo com uma pesquisa do portal de notícias G1, mais de 70% dos divórcios que envolvem filhos terminam com a manipulação da criança por um lado.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um suporte efetivo para tal situação. Para tanto, o Ministério da Família em conjunto com o Ministério da Saúde devem criar leis que submetam aos pais que estejam em processo de separação, a realizarem acompanhamento psicológico, por meio de consultas periódicas, a fim de que se possam orientá-los e acompanhá-los quanto às atitudes com seus filhos. Dessa forma será possível desenvolver uma força capaz de intervir nesses problemas, assim como descrito na lei de Newton.