Os perigos da alienação parental
Enviada em 19/11/2020
Hodiernamente, muito se tem debatido acerca da Síndrome Da Alienação Parental (SAP), que de acordo com o psiquiatra alemão Richard Gardnes, é o ato de influenciar uma criança para ques esta desgoste de seus genitores sem justificativa. Sobre esta pratica, crescente gradativamente a cada ano, discorrem-se sobre os perigos e consequências dessa desorientação, sobretudo para as crianças.
Conforme uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de separações conjugais aumentou de 130,5 mil para 341,1 mil entre 2004 e 2014, um acréscimo de 161,4% em uma década. Adjacente ao número de número de divórcios estão crescentes os casos de alienação parental registrados pelos tribunais nacionais, causados, principalmente, pela divergências dos cônjuges em relação aos problemas interpessoais do casal e na criação dos filhos.
Há ainda, casos de SAP entre casais que concebem filhos fora de relações afetivas, como casamento, e encontram discordância sobre a criação intelectual, moral e emocional da criança. Assim, o desejo de formar a criança ao seu modo faz com que o indivíduo induza uma criança a desgostar do outro progenitor.
Para a criança, a Síndrome Da Alienação Parental causa danos psicológicos e traumas emocionais. Como consequências dessa ação estão males como depressão infantil, ansiedade, comportamentos agressivos, dificuldades de aprendizagem e visão maniqueísta da vida. Estes traumas, se não tratados, podem ser carregados pelo indivíduo permanentemente, levando-os até mesmo a repetirem essas ações com seus próprios familiares na vida adulta.
Visto isso, para que ações de Alienação Parental sejam minimizadas, torna-se necessária medidas por parte do governo e palos lares separados. Para o primeiro, é necessário o robustecimento e ampliação de Centros Judiciários para solução de conflitos, com oficinas e programas que envolvam atividades coletivas, entre os pais da criança e a/as crianças, além da criação de cartilhas que busquem discutir e prevenir a alienação parental e ministrações de palestras sobre planejamento familiar. Já para os familiares, é importante falar da dissolução do matrimônio de forma neutra, sem impor partidos, protegerem as crianças de quaisquer conflitos advindos da separação e desenvolverem uma convivência respeitosa, visando estabilidade emocional no ambiente familiar.