Os perigos da alienação parental

Enviada em 11/06/2020

Considerada uma síndrome psicológica, a alienação parental normalmente ocorre quando um casal não se separa em bons termos e um dos genitores se coloca contra o outro lado, influenciando e manipulando a criança a formar uma visão ruim sobre um destes. Não necessariamente a manipulação vem somente dos pais, mas também pode vir de parceiros ou até de familiares próximos como tios ou avós.

A alienação parental é tratada como crime por lei desde 2010, por conta dos prejuízos emocionais e psicológicos causados nas crianças. Essas consequências são tão graves que podem gerar culpa, ansiedade e até depressão infantil.

Entretanto, os poucos casos que são levados à justiça, nem sempre tem o encaminhamento necessário para um resultado positivo. O alienador não pode ser preso, e a punição varia desde uma multa até a retirada da guarda. Porém, normalmente os casos não são levados adiante, deixando a criança ainda vulnerável às manipulações.

Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) devemos ter medidas protetivas para tentar manter o bem-estar da criança e não oprimir os sentimentos dela nessa transição, evitando assim possíveis danos emocionais.

Considerando todos os fatos mencionados, podemos concluir que a alienação parental deve ser tratada com seriedade, priorizando sempre a bem-estar da criança. Mesmo existindo divergência de opiniões entre os genitores deve-se achar uma maneira de manter isso fora de vista. Acompanhamentos psicológicos são bastante recomendados tanto quanto atenção e carinho. Evitar frases que possam moldar uma visão ruim de um dos genitores, tais como: “seu pai não paga sua pensão, ele nem se importa com você” ou “sua mãe não quis ficar com você esse final de semana, ela preferia ficar sozinha” são importantes para prevenir uma possível influência negativa.