Os perigos da alienação parental

Enviada em 14/06/2020

É difícil abordar um assunto tão presente e pouco discutido em nossa sociedade como alienação parental nos dias atuais. Conhecida por afetar o psicológico das crianças ou adolescentes, a mesma ocorre quando, após a separação de um casal, um dos genitores ou responsáveis direciona sua insatisfação com seu “ex” companheiro(a) no filho, fazendo com que o mesmo passe por diversas “torturas” psicológicas. Diante dessa situação tão prejudicial, o que podemos fazer para protegê-lo?

Alienação parental por Richard Gardner, trata-se de um complexo processo ocorrido em diversas famílias, onde o originário é prejudicado de forma injusta. Muitas das vezes, o mesmo acaba sendo o “meio de comunicação” entre seus genitores, recebendo informações falsas de difamação para o colocar “contra” o responsável, entre outros.

Já existente, a lei de número 13.431/2017 protege e traz justiça ao passivo da alienação parental, submetendo o “agressor” a multas, perda da guarda, além de outras penalidades. Caso haja quebra do trato judicial feito com o responsável pela alienação, o mesmo poderá ser preso e sujeito a tais processos criminais.

O quadro da alienação parental pode ser revertido através do acompanhamento feito por profissionais especializados, visando melhorar o equilíbrio afetivo/emocional do indivíduo de maneira que o originário possa ter entendimento de sua situação podendo ter o direito de argumentar com ambos genitores para poder tirar sua própria percepção do caráter/personalidade de cada um. Esse processo agregará melhor qualidade de vida e expectativa de futuro para o indivíduo.

Como consequência disso, teremos uma sociedade com jovens mais equilibrados emocionalmente, com poder de tomada de decisões e a possibilidade de saber lidar com suas próprias frustrações, abrangendo um certo equilíbrio psicológico para agir nas mais diversas situações envolvendo a sua vida.