Os perigos da alienação parental
Enviada em 07/06/2020
Com a promulgação da Constituição Brasileira de 1988, a família é vista como um núcleo de extrema importância para a construção social das crianças. Entretanto, alguns entraves ainda persistem, que impactam diretamente nas crianças e jovens, como é o caso da alienação parental, causando sérios prejuízos. Desse modo, fatores que intensificam essa problemática são: a tentativa de cuidado excessivo dos pais com os filhos e o divórcio dos genitores, podendo trazer consequências indesejáveis aos filhos, necessitando de maior discussão em sociedade.
Em primeiro lugar, é notório que o excesso de cuidado dos pais com os filhos, pode acabar gerando um controle na criança, podendo evoluir para a alienação parental. Nesse sentido, segundo o sociólogo Emillé Durkheim, ´´O homem, muito mais que formador da sociedade, é produto dela``, e assim, entende-se que é essencial crescer em um um núcleo familiar saudável. Sob tal óptica, é fato que a família é o núcleo mais importante para o início da construção social das crianças e, por vezes, os genitores acabam ultrapassando os limites entre cuidado e a compulsão, criando os filhos como “marionetes” e tirando a autonomia que as crianças precisam adquirir para criar uma identidade; com isso, podendo evoluir com mais gravidade e causar transtornos psicólogos na vida dos filhos.
Além disso, é perceptível que o modo como caminham as relações atuais afetam à todos os indivíduos ao redor. Nessa perspectiva, segundo Baumann, “As relações sociais são marcadas pela volatilidade do consumo”, sendo assim, essas relações são fluidas e passageiras. Tal qual a ideia apresentada, essa fluidez pode refletir na convivência entre pais e filhos, sendo o divórcio um acontecimento comum nos dias atuais, mas quando acontece de maneira mal planejada, existindo manipulação de algum dos pais com os filhos, esse acontecimento não passa a ser saudável; e assim, a manipulação gera consequências extremamente negativas na vida das crianças, podendo desencadear transtornos de ansiedade e depressão, que afetam a longo prazo na socialização destas.
Infere-se, portanto, que medidas sejam efetivadas em prol de extinguir essa problemática. Logo, urge que o Ministério da Educação, promova palestras nas escolas sobre alienação parental, por meio de profissionais especializados - como os psicólogos -, com o intuito de orientar as crianças e os adolescentes a reconhecerem o que é a alienação parental e o que precisam fazer. Ademais, é indubitável que o Governo divulgue campanhas sobre os perigos da alienação parental, por meio dos canais de comunicação -como a televisão e a internet -, para que assim seja possível cumprir o que foi proposto na constituição brasileira e promover qualidade de vida para todas as famílias.