Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/05/2020
A alienação parental é o processo e o resultado da manipulação psicológica de uma criança em mostrar medo, desrespeito ou hostilidade injustificados em relação ao pai ou mãe e/ou a outros membros da família. De certo essa problemática é prejudicial às crianças, a qual por sua vez causa danos que vão da queda da autoestima até o uso de drogas, tudo por elas não saberem como agir diante da tortura psicológica que estão sofrendo.
É evidente que independentemente da idade, as crianças que são frutos de casais que não mantém uma boa relação após a separação sofrem uma grande tortura psicológica. De certo, ouvir comentários que afetem a imagem que o jovem tem de seu pai ou de sua mãe, mexe com o seu psicológico. Não há dúvidas de que o rendimento escolar pode ser comprometido, a autoestima cai, e a criança pode até entrar em depressão, desenvolver ansiedade e síndrome do pânico.
Ademais, fica claro que a adolescência é uma fase na qual o jovem pode desenvolver problemas mais sérios. Segundo as especialistas Rosa Schneider e Cristiane Maluf Martin, em médio prazo, na chegada à adolescência, esses filhos correm um risco mais elevado de recorrerem ao álcool e às drogas, em uma tentativa de aliviar a culpa e a dor que sentem pelo mal-estar entre os pais. Além disso, em longo prazo, tendem a ter dificuldades para manter relacionamentos afetivos estáveis e felizes.
Portanto, a alienação parental é extremamente prejudicial às crianças, que representam intermediários do que não estão resolvidos emocionalmente. É imprescindível que os pais entendam que não faz bem aos filhos estar envolvidos em brigas que não lhes envolvem, por meio de uma orientação feita por psicólogos, profissionais que estudam os fenômenos psíquicos e de comportamento do ser humano a partir da análise de suas emoções. Além disso, a orientação deve ser feita desde o processo de separação, para que os filhos não sofram as consequências da alienação parental.