Os perigos da alienação parental
Enviada em 27/05/2020
Para o filósofo Jonh Locke, “não existe nada no intelecto que não tenha passado pelos sentidos”. Entretanto, ao analisar a problemática de alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação coercitiva de membros indefesos corroboram a urgência de medidas interventoras no tema discutido.
Em primeiro lugar, é fundamental analisar a filosofia ética desse paradigma. Para Kant, filósofo racionalista, as ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico, ou seja, devem ser pautadas com o ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade. Logo, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens que ,nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.
Ademais, convém ressaltar a dominação seus efeitos sobre crianças e adolescentes. Assim, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos, uma vez que os direitos constitucionais são coibidos, e há um tendência no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, doença que será até 2030 a mais comum do mundo, de acordo com a OMS ( Organização Mundial de Saúde ).
Portanto,fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções. Em vista disso, as prefeituras, em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios de pedagogos e psicólogos especializados. Por fim, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade infanto-juvenil, para que, enfim, a responsabilização social erradique esse paradigma no Brasil.