Os perigos da alienação parental

Enviada em 05/05/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e irresponsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da alienação parental. Nessa perspectiva, existe a configuração de um grave problema não causado pela lenta mudança na mentalidade social, mas também pelo silenciamento.

Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução, lenta mudança na mentalidade social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da alienação parental é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social instável, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Além disso, é notório que o silenciamento é promotor do problema. Destarte, o filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Desse modo, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da inclusão do autista no Brasil, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida. Indubitavelmente, é de extrema importância a reformulação dessa postura estatal.

Em síntese, medidas urgentes devem ser tomadas para combater a alienação perental. Logo, a fim de solucionar a lenta mudança na mentalidade social e o silenciamento, cabe ao Ministério da Educação, junto a Psicólogos, criar palestras e rodas de conversas.Tais ações devem ser financiadas por verbas governamentais. As mediações devem ocorrer em escolas, universidades e praças publicas, para toda comunidade mediante a distribuição de “ebooks” e “folders” com imagens explicativas confeccionadas por psicólogos. Assim, uma sociedade em harmonia será alcançada.